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Existe
atualmente um número razoável de técnicas cirúrgicas
disponíveis para o tratamento da obesidade. No entanto,
podemos incluí-las basicamente em 3 grupos de cirurgias:
- Cirurgias puramente
restritivas
- Cirurgias restritivas
e disabsortivas
- Cirurgias
predominantemente disabsortivas
A opção por essa ou
aquela técnica depende de uma série de fatores e deve ser
individualizada, ou seja, cada paciente irá se beneficiar
mais de um tipo específico de cirurgia, o que deve ser
amplamente discutido entre a equipe médica e o paciente.
De uma maneira geral, podemos dizer que quanto mais
radical for a cirurgia maior será a chance de perda de
peso, no entanto maiores os riscos e efeitos colaterais.
CIRURGIAS
PURAMENTE RESTRITIVAS:
São cirurgias que têm
como objetivo único, a diminuição da capacidade do
estômago. Pequenas quantidades de alimento preenchem
rapidamente esse “novo estômago” e o paciente sente-se
saciado precocemente. Geralmente são cirurgias mais
simples e com menores riscos que as demais, no entanto
nem sempre proporcionam a perda de peso desejada.
Requerem adesão a longo prazo a um novo comportamento
alimentar.
Entre essas, a cirurgia
mais realizada é a colocação da banda gástrica ajustável,
porém outras opções como a gastroplastia vertical também
podem ser realizadas.
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A - BANDA GÁSTRICA
AJUSTÁVEL
A banda gástrica ajustável é, na maioria das
vezes, a operação para tratamento da obesidade,
mais simples utilizada. Consiste na colocação de
uma banda ou anel ao redor do estômago, criando
um “pequeno estômago” que se esvazia lentamente
para um “grande estômago” através de uma pequena
passagem localizada exatamente no local onde a
banda está colocada (fig.1).
As bandas ajustáveis possuem uma pequena válvula
que é colocada sobre a pele do paciente. Pequenas
injeções de soro fisiológico permitem o ajuste da
banda, regulando o calibre dessa passagem do
“pequeno para o grande estômago”.
Por tratar-se de uma cirurgia menos complexa que
as demais, é geralmente realizada por
vídeo-laparoscopia, ou seja, sem a necessidade de
grandes incisões para abertura da cavidade
abdominal.
Popularizada na Europa, é muito utilizada no
Brasil e foi recentemente aprovada pelo FDA (Food
and Drug Administration) para uso nos Estados
Unidos. Alguns modelos estão disponíveis no
mercado. |

Figura 1
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B – GASTROPLASTIA
VERTICAL
É também um procedimento puramente restritivo,
respeitando, portanto, os princípios fisiológicos
da cirurgia da banda gástrica. No entanto é mais
complexo do que a banda gástrica na sua
realização. Nesse procedimento, a parte superior
do estômago é grampeada através de grampeadores
especiais, criando um “pequeno estômago” que
permanece conectado ao “grande estômago” por uma
pequena passagem. Geralmente utiliza-se ainda um
anel ao redor do “pequeno estômago” para impedir
que ele se distenda no futuro(fig.2).
Ao contrário da banda gástrica, necessita do
grampeamento e secção do estômago. Sendo assim,
em um número pequeno de casos, porém mais
freqüentemente que na cirurgia da banda, pode
ocorrer extravasamento por esse local, o que
configura uma situação de extrema gravidade. |

Figura 2
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C - CIRURGIAS
RESTRITIVAS E DISABSORTIVAS
Esse tipo de cirurgia é, na realidade, uma
cirurgia restritiva como as anteriores, acrescida
de um procedimento disabsortivo, ou seja, o
alimento não passa mais do “pequeno estômago”
para o “grande estômago” e sim diretamente para
uma alça do intestino. Essa alça intestinal vai
se encontrar mais a frente com uma outra que traz
os sucos digestivos(bile e suco pancreático).
Criamos então duas vias independentes que se
encontram em um ponto adiante(fig.3). Uma delas
traz o alimento e a outra o suco pancreático e a
bile necessários ao processo de digestão. Com
isso, o alimento deixa de passar por um
determinado segmento do tubo digestivo, criando
algum grau de má-absorção, o que permite maior
perda de peso. No entanto, esse desvio no
trânsito alimentar, pode acarretar algumas
deficiências nutricionais como a de ferro, cálcio
e vitamina B12, que comumente precisam ser
repostos no seguimento do tratamento.
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Figura 3
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São, na maioria das vezes, cirurgias mais
complexas tecnicamente que as puramente
restritivas. Há necessidade de
“emendas”(anastomoses) entre o “pequeno estômago”
e o intestino e entre os intestinos novamente.
Sendo assim, tem maior risco pois a abertura de
uma dessas emendas é uma situação de extrema
gravidade. No entanto, na maioria das vezes,
proporciona maior perda de peso mantida que as
cirurgias restritivas.
Alguns detalhes técnicos diferenciam esse grupo
de cirurgias entre si, no entanto, obedecem os
mesmos princípios básicos e geralmente são
comumente denominadas By-pass gástrico em “Y” de
Roux ou cirurgia de Fobi-Capella. É, atualmente,
a técnica mais realizada nos Estados Unidos para
o tratamento da obesidade mórbida. |
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D - CIRURGIAS
PREDOMINANTEMENTE DISABSORTIVAS
Esse tipo de cirurgia é denominado
-predominantemente disabsortivo- pois o segmento
de estômago que é removido não é o suficiente
para produzir restrição eficaz. No entanto,
criam-se dois canais independentes, um trazendo o
alimento e outro os sucos digestivos, que só se
encontram próximo ao final do intestino delgado.
Dessa forma, a absorção alimentar fica bastante
comprometida, o que promove a perda de
peso(18,19).
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Figura 1
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Geralmente cursa com deficiências nutricionais
mais importantes que as encontradas nos pacientes
submetidos aos outros procedimentos. Sendo assim,
são procedimentos normalmente reservados para os
pacientes super-obesos. Toda essa disabsorção
facilita o aparecimento do cálculo da vesícula
biliar e por esse motivo, recomenda-se a retirada
desse órgão durante a realização de uma cirurgia
disabsortiva.
Dois procedimentos predominantemente
disabsortivos são mais comumente realizados na
atualidade: a derivação bilio-pancreática
(Cirurgia de Scopinaro) e o duodenal switch (Figs.
4 e 5). |
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OUTROS
PROCEDIMENTOS:
Entre outras
opções podemos citar o balão intra-gástrico.
Trata-se de um método endoscópico e não de
uma cirurgia. Não é recomendado como
tratamento definitivo, uma vez que é um
tratamento temporário, sendo este dispositivo
retirado após 6 meses.
É recomendado
para pacientes super-obesos que necessitam
perder peso antes da cirurgia para diminuição
do risco cirúrgico. É utilizado também em
pacientes com risco cirúrgico proibitivo ou
ainda em pacientes que necessitam perder peso
e não são candidatos à cirurgia. |
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Introdução
Procedimento Restritivo
Operações Restrititvas
Gastroplastias Verticais
Operações Combinadas
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Psicólogo: Mario Gontzos
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